Histórias d’África – ¡AY4.2., a nova odisseia! (I)

Coronavirus. COVID-19. 3D Render
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O Sr. SARS-CoV-2 está aí de novo com outro nome de código: AY4.2. é uma espécie de sub-variante da estirpe Delta que nos abandonou há quase 3 meses, supostamente pelo incremento da vacinação através de 4 inoculas expresso que a ciência farmacêutica conseguiu fabricar e provar uma eficiência estrondosa, mas que se adivinha discutível. À data de hoje é decisivo explicar com seriedade cientifica e desinteressadamente a razão da diminuição drástica da eficácia das inoculas, particularmente das da plataforma tecnológica de mensageiro de RnA que passam aos 35%. Porventura esclarecer por que razão as imunizas de mRnA – da Pfizer e da Moderna – não são precisamente vacinas convencionais, mas antes terapêuticas celulares. É certo que as vacinas são os únicos instrumentos que temos para travar a epidemia generalizada, mas têm de continuar a estar intimamente ligadas a medidas limitativas já conhecidas de todos e à consciência da necessidade em avançar rapidamente com o uso de antivirais. É falso que a nova vaga do SARS-CoV-2 – agora transformado em AY4.2. – aconteça apenas nos países com menor percentagem de população inoculada. Vejamos dois exemplos: Dinamarca e de Gibraltar, este último um enclave no Sul da Espanha peninsular, que com 75 e 90% da população imunizada respectivamente batem recordes de novos contágios. E lamenta-se que os líderes do Ocidente reajam com brandura à resolução da Áustria confinar de modo radical os não vacinados quando certamente fariam o oposto se isso sucedesse numa autocracia.

Prevê-se mais uma machadada nas economias do Ocidente, sempre inadvertido em todos os grandes temas sociais, políticos e económicos dos últimos 40 anos. Assim é, precisamente após o desaparecimento progressivo dos maiores Estadistas e dos governantes que tinham a humildade em fazer perguntas cujas respostas desconheciam a quem sabia. Com a desaparição de quantos tinham bem presente na memória os dias difíceis e as decisões tremendas e quase instantâneas que as vicissitudes das guerras globais e regionais obrigaram. Muitos deles acompanharam a precaridade dos demais cidadãos como alguns monarcas e executivos governativos do Norte. Obviamente cometeram-se erros estratégicos dramáticos que se retribuem agora em questões que voltam a tornarem-se relativamente globais… Ou não fosse essa outra epidemia designada por globalização que a revés se encarrega de enriquecer uma pequenina percentagem da minoria dos multi-milionários e depauperar a classe média que a própria globalização propunha engrandecer e aplanar… E como consequência ampliar a pobreza extrema.

A Ocidente, particularmente entre europeus, a maioria aprendeu o lado confortável em não agir e ignorar a prudência. Optam pelo politicamente correcto: Reagir conforme impõe a maior ou menor gravidade de cada momento. Como habitualmente, correr atrás do prejuízo.

A caminho do 22º mês depois do anúncio oficial da pandemia de SARS-CoV-2 na Europa, estramos numa espécie de pelicula a que intitulo regresso ao passado. Acontece mais uma vaga da pandemia e ainda nem sequer o Ocidente a Norte do Equador entrou no solstício de Inverno que advirá na terça-feira, 21 de Dezembro.

Pela sexta vez, em 21 meses, os países Membros da União Europeia se conseguem entender a propósito das medidas mais ou menos restritivas para travar o avanço do vírus SARS-CoV-2, agora chamado de AY4.2. Pior de tudo: As tão propagandeadas democracias exemplares tornam-se em autocracias. Violam-se os textos constitucionais em nome do interesse da saúde pública, mas sem a lealdade para com os cidadãos em explicar o argumento da debilidade dessa mesma saúde global. As governações escondem-se atrás dos seus próprios erros: Há 15 meses resolveram enfrentar a pandemia de um vírus – cuja origem se desconhece e se mantém envolto em muitas incógnitas inclusivamente do ponto de vista científico – com decisões sobre medidas mais ou menos restritivas de acordo com as manifestações dos cidadãos e dos agentes económicos e com intuito único em manterem a simpatia dos eleitores.

Pois é, mas os vírus não se dispõe às vontades das classes dirigentes, dos partidos políticos e tão pouco daqueles que votam. Como escrevi em Junho, o SARS-CoV-2 e as suas mutações ou adaptações aos ambientes reuniam todos os condimentos para persistir no tempo. Provavelmente esse até será o desígnio da sua criação. Este coronavírus continua aí, Mundo fora, mais activo nuns recantos do planeta que em outros.

O SARS-CoV-2 não se ajusta a interdições mais radicais numas semanas e logo depois a liberdades súbitas. E muito menos a regulamentos de quarentena como os determinados na Áustria, onde aos cidadãos estava permitida uma vida demasiado normalizada sob todos os pontos de vista.

Obviamente que as vacinas são o único instrumento de momento disponível para travar o incremento de contágios.

Os antivirais que se anunciam para combater o covid não são propriamente fármacos totalmente novos. São desenvolvimentos de moléculas existentes. Já existem duas propostas: O Molnupiravir (Lagevrio), desenvolvido pela Merck – MDS no Brasil – em parceria com a Ridgeback Biotherapeutics, e o Paxlovid, criado pela Pfizer. São comprimidos indicados para casos leves e ou moderados da infecção e devem ser administrados nos primeiros cinco dias após o aparecimento dos primeiros sintomas.

Dia 2 de Novembro, não foram rastreados os passageiros de 3 voos que chegaram a Tenerife procedentes da Espanha peninsular: a nenhum passageiro foi pedido qualquer certificado de vacinação ou resultado de teste antígeno ou prova PCR.

Mas vamos às claves do momento:

  • Exigência do ‘Passaporte Covid’ – ou seja do certificado de vacinação com pauta completa – é o escudo único que se exigirá em muitos dos países europeus e em outros países Ocidentais, sempre que se pretenda usufruir de um espaço mais exíguo ou fechado seja qual for. Também para entrar nos países e viajar entre regiões.
  • O maior número de negacionistas ou com menor percentagem de vacinados acontece nos países com maior IDH – Índice de Desenvolvimento Humano -, sem que haja motivo excepcional aparentemente.
  • Nos países europeus do Centro e Sul, não há registos precisos sobre as percentagens de novos contágios e hospitalizados entre as comunidades de vacinados (com uma ou duas doses das inoculas) e não vacinados, bem como por grupos etários.
  • É elevada a percentagem de contágios e hospitalizados por SARS-CoV-2, entre os cidadãos acima dos 65 anos completamente vacinados.
  • A quase totalidade dos contágios, hospitalizados e falecidos por Covid entre as comunidades de conviventes em residências de maiores, encontram-se vacinados com pauta completa e com as vacinas da plataforma tecnológica de mRnA, das farmacêuticas Pfizer e Moderna. É falso que esses cidadãos se contagiem ou morram por a conjunção com outras enfermidades: O problema está na baixa eficiência das vacinas já amplamente divulgada em vários artigos como resultado de investigações no terreno como a que aqui revelámos que foi realizada entre os funcionários sanitários pela comunidade científica junto do Hospital Universitário de Coimbra, em Portugal.
  • É acentuada a quebra de anticorpos nos vacinados após 4 meses da segunda dose, particularmente os que foram injectados com as inoculas mRnA. Contudo, o maior problema da quebra da imunização não se confina apenas á falta de anticorpos: Depende dos efeitos que as vacinas têm ao nível celular.
  • Os vacinados podem ser potenciais transmissores e não se considerarem infectados, mas antes portadores do vírus à entrada do sistema respiratório, precisamente nas fossas nasais.
  • Não é por acaso que agora todos pedem a disseminação de uma terceira dose das vacinas e uma segunda dose da vacina Janssen apresentada como de dose única. Esqueceram rapidamente das intervenções públicas que protagonizaram nos Órgãos de Comunicação Social, apelando á doação de vacinas aos países pobres ou em via de desenvolvimento em detrimento de terceiras doses entre os cidadãos de países mais ricos.
  • Áustria e Alemanha decidem confinar e agora sim de modo severo todos os residentes não vacinados.
  • Áustria e Alemanha abrem um precedente a Ocidente: Indirectamente tornam a vacina anti-SARS-CoV-2 num acto obrigatório anulando o carácter voluntário da vacinação e o princípio dos direitos, liberdades e garantias individuais, em nome da saúde global. O tema deveria abrir debate sério por se tratarem de países inspirados pelos princípios do regime das democracias tal como as conhecemos a Ocidente.
  • Em Singapura, todos os cidadãos que se neguem a ser vacinados terão de pagar a assistência médica em caso de contágio por SARS-CoV-2 e que necessitem de hospitalização. Recordar que Singapura é uma cidade-estado insular situada ao sul da Malásia, um centro financeiro global da maior importância, mas que é governada com pulso de ferro pelo presidente Halimah Yacob enquanto estado unitário apesar de se anunciar como república parlamentarista.

Dos 8,917 milhões de austríacos, faltam vacinar 2,764 milhões, significando que a percentagem de vacinados é de apenas 69% da população, enquanto em Espanha (porventura o melhor país da União Europeia em percentagem de vacinação com 79% da população com pauta completa) ainda faltam vacinar 9,943 milhões de habitantes atendendo ao total da população de 47,35 milhões de pessoas. Impõe-se seriedade na análise das estatísticas e na explicação das diferenças abismais do número de contágios actuais. Tenderemos de determo-nos nas condições climatéricas e na vulnerabilidade dos territórios, em particular no posicionamento geográfico da Áustria e dos seus limites. Faz fronteira com outros 8 Estados: A Oeste, com a Suíça e o Liechtenstein; com a Alemanha e a República Checa, a Norte; a Nordeste com a Eslováquia; com a Hungria, a Leste; e com a Eslovénia e a Itália, a Sul.

  • Ao início da semana, a Áustria liderava a estatística dos contágios no que respeita à incidência por 100.000 habitantes com 1.396 novos casos, mas já na quarta-feira, dia 17, o valor registava subida para os 1.448 casos. Seguia-se a Bélgica, com 1.083 contágios; países baixos 921, Reino Unido com 756 novos casos por 100.000 habitantes nos últimos 14 dias. A Alemanha registou 527 infectados. França, Portugal e Itália anunciaram então menos de 200 casos na incidência enquanto a Espanha ainda não tinha ultrapassado as 100 novas transmissões por cada 100 mil habitantes.
  • Serão as vacinas de 2ª geração as que poderão cercar a infecção impedindo a sua propagação mas essas só chegam em meados de 2022. As propostas incluem versões nasais e orais que são naturalmente mais fáceis de aplicar que as convencionais injectáveis. José Antonio Forcada, da Associação Espanhola de Vacinação, afirmou à agência de notícias EFE que “as vacinas disponíveis reduzem o risco de doença grave, mas não previnem a infeção, que é o que se procura nas vacinas de segunda geração”.

Das vacinas de segunda geração espera-se uma resposta imunitária esterilizante mais expressiva do que as actuais.

Perguntas incómodas:

  • ¿O “Passaporte Covid” ou Certificado de Vacinação garante por si só que o seu portador não contagia ninguém?
  • ¿Porque não se podem consultar estatísticas sobre vacinados contagiados leves e severos? Ou será que esses registos não existem ou se escondem para manter a confiança global nas vacinas?
  • ¿Porque mudou o discurso político de que precisaríamos de 75% da população vacinada para obtermos o efeito de imunização de rebanho e agora isso não se revela como verdade?
  • ¿Conhecem-se percentagens de inoculados que podem ser assintomáticos?
  • ¿Por que razão na maioria das escolas dos países europeus não têm medidores de CO2 e filtros HEPA?
  • ¿Por que a maioria dos Estados contraindicaram ou proibiram a ionização dos estabelecimentos comerciais controlada pelos especialistas que são os bombeiros? A ionização do ar sucede pela conversão das moléculas de oxigênio em átomos carregados, formando micropartículas. Trata-se de um processo que remove impurezas presentes na atmosfera, como poeiras e microrganismos, a fim de limpar e elevar a qualidade do ar.
  • ¿Que motivo faz subsistir a não proliferação dos testes antígenos em estabelecimentos públicos cujo investimento é substancialmente menor que insistir em terceiras doses da vacina?
  • ¿Quem pode garantir a segurança da administração em simultâneo das vacinas anti-SARS-CoV-2 e da gripe, uma no braço esquerdo e outra no direito? ¿Que instituições testaram esta possibilidade e onde se publicaram ou se publicarão os resultados?
  • ¿Por que não se fala verdade sobre a distinção que se deve fazer entre vacinas desenvolvidas por inactivos e particularmente as que resultaram da nova tecnologia de mRnA, uma tecnologia muito mais consistente com terapêuticas celulares?

Reafirmo que a vacinação é a única alternativa momentânea para travar a dispersão do vírus, mas terá de estar associada sempre a medidas preventivas como a utilização da máscara, o distanciamento entre pessoas não conviventes e, acima de tudo, as medidas de higiene. Também devíamos pugnar pelo desenvolvimento ou adaptação de antivirais já conhecidos como meios terapêuticos.

De qualquer modo, e pela pertinência do seu conteúdo, publico um texto que recuperei das redes sociais, muito partilhado mas cujo autor desconheço:

«De todas as vacinas que vi na minha vida… Tosse convulsa, difteria, tétano, varíola, sarampo, rubéola, hepatite, meningite e tuberculose, nunca observei tanta lavagem cerebral por uma vacina que confere simultaneamente que tenho de usar uma máscara e manter o distanciamento social, mesmo quando totalmente vacinados.

Nunca fui subornado por estabelecimentos para tomar a vacina a fim de ganhar um carro e / ou prémios pecuniários. Nunca fui julgado por não aceitar uma vacina. Jamais fui discriminado em viagens, restaurantes, nos lugares de lazer ou até mesmo num hospital.

As vacinas que alistei acima nunca me ‘disseram’ ou me ‘fizeram’ sentir uma pessoa má por não tomá-las. Nunca vi uma vacina que ameaçasse o relacionamento entre um membro da família e ou um amigo mais próximo. Não vi isto ser empregado para ganhos políticos.

Também jamais vi uma vacina ameaçar a subsistência, o trabalho, a escola… E tão pouco que permitisse a uma criança de 12 anos substituir o consentimento dos seus pais.

Finalmente, de todas as vacinas que atrás mencionei, nunca vi uma inocula como esta que discrimine, divida e julgue uma sociedade. É realmente uma vacina poderosa. Entendamos que não é saudável nem exemplar a pressão que se exerce na sociedade em torno da necessidade ou não dos cidadãos se vacinarem.»

Oxalá me engane, mas quando o frio apertar nos países do Sul, veremos quem é quem entre os contagiados e os hospitalizados em planta normal e UCI.

– por José Maria Pignatelli (Texto não está escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico)

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