Histórias d’África – Na Europa dos “bons costumes”, da pedofilia ao incesto…

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A violência sexual e todas as outras atrocidades perpetradas contra menores e pessoas vulneráveis dentro da igreja católica e em outros presbitérios ou entre as mais diversas instituições de solidariedade ou político-sociais devem ser denunciadas pelas sociedades e grupos de cidadãos organizados em todo o Mundo.

Em França, durante 70 anos, 330 mil crianças e adolescentes sofreram abusos ou agressões sexuais por eclesiásticos, religiosos e leigos dentro das instituições associadas à igreja. Um horror! Mas na Europa dos “bons costumes” não é estranha a sexualidade aos 14, 15, 16 anos que se compram nos prostíbulos, nas ruas, nas casas impolutas de gente chique…

Jean-Marc Sauvé ao jornal i fez uma afirmação inquietante e que nos deve fazer reflectir: “Quando o mal se insinua num culto e se veste com as vestes e aparência de salvação, é o cúmulo da perversão”. Mas sempre lhe deixo um repto: Que investigue o que se passa entre paredes nos melhores bairros de Paris, em lares insuspeitos propriedade de quem vive com milhares de euros na algibeira para fazer as compras do dia-a-dia.

Mas seria determinante recuar no tempo – esforçarmo-nos em ter memória – e não muitos anos para recordarmos as práticas pedófilas das classes dominantes na maioria dos países europeus a Ocidente a que se juntava o incesto um outro descomedimento inadmissível e que chegou a ser moda até aos ‘Anos 80’ do século passado, altura em que alguma Justiça e grupo de intelectuais a desmontaram num célebre caso ocorrido na Bélgica.

Também Portugal foi sobressaltado pelo caso “Casa Pia” para quem a Justiça foi indecente pela visão curta a que foi obrigada pelos Poderes instituídos, deixando na sociedade supostos perversos e delinquentes, realmente intocáveis e que mantiveram ou mantém cargos públicos relevantes.

Os Valores Morais que reclamamos a cada momento e mais empenhadamente nas sociedades modernas, supostamente socialmente desenvolvidas e enquadradas no sistema político que designamos por democracia… Tantas vezes questionado, mas apreciado como mal menor entre todos os regimes, onde a ética é o que mais falta.

E afinal do que falamos?

  • Dos princípios e normas que determinam o comportamento de uma pessoa e a sua interação com a sociedade.
  • Dos comportamentos são classificados como “certos” ou “errados” por determinada pessoa ou sociedade.
  • Por exemplo, quando um cidadão possui o valor da honestidade, procura ser íntegro e sincero diante dos acontecimentos da vida.
  • Dos valores que são importantes e deviam ser primeiros por ocasionarem uma vida em sociedade mais harmoniosa e justa.
  • Do que habitualmente, começam a ser transmitidos nos seus primeiros anos de vida, substancialmente e transversalmente no convívio familiar e, mais tarde, em ambiente escolar.
  • Dos valores que são aperfeiçoados com o passar do tempo por observações e experiências obtidas no decurso da convivência social.
  • Independentemente do ensinamento sobre valores morais durante o início de vida, um cidadão configura o seu conjunto de valores morais a partir de suas próprias vivências quotidianas.
  • Os que rientação sobre a forma de agir, e de certa forma garantem a ordem social.

Existem inúmeros valores morais são inúmeros e alguns são sinónimos ou desassociados em função do carácter de cada um de nós.

Exemplos evocados são realmente muitos:

Honestidade; Respeito pelo próximo; Responsabilidade com o meio ambiente; Cooperação; Lealdade; Empatia; Liberdade; Altruísmo; Gratidão; Disciplina; Fidelidade; Honra; Coragem; Perseverança; Paciência; Tolerância; Confiança; Valentia; Prudência.

– por José Maria Pignatelli (Texto não está escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico)

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