Histórias d’África – Bancos e operadoras de telecomunicações Obrigam a ter morada onde não residimos

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Somos todos europeus da União Europeia, mas isso não significa comunhão de procedimentos em tudo o que nos possa facilitar a vida enquanto cidadãos. Se as relações políticas resultam favorecidas – valha-nos isso para justificar que uma despesa da ordem dos 10.000 milhões de euros anuais dos serviços da UE – já do ponto de vista comercial não se pode falar em união, mas antes em desunião. Claro que as empresas multinacionais desculpam-se com o facto de terem um estatuto de, dizem-me ao telefone, de sucursais ou filiais e, portanto agem com o independentismo que se impõe. Eu diria com a autonomia que lhes dá jeito.

Fenomenal: Algumas das maiores empresas em Portugal, as mais folgadas economicamente – a avaliar pelos resultados anuais que anunciam – não se relacionam com os clientes que vivem no estrangeiro a não ser via telefone ou em modo virtual através da internet.

Bancos e operadoras de telecomunicações não enviam documentação, inclusivamente a considerada indispensável para a actividade dos clientes para fora do território nacional português. As entidades bancárias e empresas de telecomunicações – pelo menos estas – exigem uma morada em Portugal para poderem enviar respectivamente cartões de débito e ou de crédito, e cartões celulares para dispositivos móveis.

Ora, como o meu ‘PIN’ da Vodafone de Portugal Comunicações faleceu, fico obrigado a utilizar os préstimos de terceiros: A correspondência terá de seguir para minha antiga residência em Portugal para depois me ser enviada via postal.

Estamos perante uma espécie de paradoxo: Os bancos e as operadoras de telecomunicações mantém-se cobrando os serviços aos clientes que residem no estrangeiro, mas não aceitam o encargo de gastarem mais 1 ou 2 euros num envio de correio.

– por José Maria Pignatelli (Texto não está escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico)

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