Histórias d’África – O Mundo dos zumbis

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Casualidade ou causalidade este “apagão” das redes sociais no ciberespaço?

Quem perdeu e quem ganhou centenas de milhões em tão curto espaço de tempo?

Objectivamente só nos Estados Unidos se saberá e perceberá o que aconteceu: A quem se se dirigiu a advertência; quem se tentou prejudicar; o que se procurou demonstrar… Ou se tão só foi um falhanço de um sistema quase, quase infalível?

Os europeus não se dão conta da luta pelo domínio dos nossos dados, das nossas convicções, gostos, manias, dos nossos passos ao maior detalhe, afinal tudo o que expomos sem darmos conta – ou fazemos de conta que não nos apercebemos – nas redes sociais, nesse subtil espaço virtual a que só gente exclusiva pode aceder a tudo.

Os europeus encontram-se mais distantes disto, porque desde o final da década dos Anos 90’ do seculo passado, se dispuseram a outras inquietações e reflexões como a promoção da libertinagem do sistema democrático do ponto de vista social, económico e cultural. Preocuparam-se com o acessório e ignoraram o essencial.

E agora, imagine-se quando a computação quântica se tornar uma realidade mais comercial fora do universo Google, de momento a única empresa que confirma o sucesso de um experimento que permite mais um passo à frente na expedição que busca tornar a próxima geração de computadores em uma realidade do dia-a-dia. Uma viagem de que o espanhol Sergio Boixo é responsável, ele o físico, matemático, engenheiro de computação e filósofo que se tornou conhecido precisamente pelo seu trabalho em computação quântica, enquanto cientista-chefe da Quantum Computer Theory do Quantum Artificial Intelligence Lab do Google.

Mas do lado mais humano, entre os comuns dos utilizadores, surpreende a irracionalidade e a histeria quase colectiva só porque estas redes estiveram em off durante escassas 6 horas.

Então, para que servem os telefones convencionais e os próprios telemóveis senão para estabelecer comunicações convencionais? E os SMS’s não são alternativa a WhatsApp?

Este ‘apagão’ do Facebook, Instagram e WhatsApp bem que se podia repetir mais vezes, precisamente 6 horas a cada dia, para conseguirmos disciplinar os milhões de adictos a este fenómeno que se passeiam nas ruas como verdadeiros azabumbados de olhos postos nos écrans dos aparelhos móveis, sem percepcionarem o que se passa ao redor, alheados das relações humanas.

– por José Maria Pignatelli (Texto não está escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico)

Talvez mais ‘apagões’ destes fizessem com que as crianças e os adolescentes aprendessem o valor de estender o braço e apanharem um livro para ler ou, simplesmente, alguém os lembrasse que existem museus para visitar e interiorizar milhões de histórias da humanidade.

A capa da edição do jornal português ‘i’, do passado dia 6 de Outubro, mostra como a maioria de nós está doente e nos convertemos como uma espécie de mercadoria transacionável e obviamente lucrativa para empresas que especulam com os nossos dados pessoais e se agigantam nas maiores praças financeiras globais.

Definitivamente, é tempo de conseguirmos parar 25% de cada dia – as tais 6 horas – para darmos aos nossos algo muito mais pessoal e exercitarmos a imaginação.

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