Falta de Democracia interna na CGTP

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Os Conselheiros da sensibilidade do Bloco de Esquerda na CGTP, mais uma vez na preparação da reunião do conselho nacional  a decorrer hoje dia 9 de Setembro,apresentaram em devido tempo uma resolução alternativa que não foi aceite para discussão e votação.

Também na procura da democracia interna, transparência, participação e discussão ativa e coletiva dos conselheiros dentro da CGTP foi solicitado à Secretária Geral o envio de documentos sobre Matérias como os investimentos estruturantes (PRR e 20-30) e enfrentamento da crise pandémica e social , Livro Verde do Futuro do Trabalho (LVFT), Acordo S/ “ Formação Profissional e Qualificação” e mais recentemente a “Agenda do Trabalho Digno” contendo 64 propostas, que segundo notícias vindas a público culminará agora com reuniões bilaterais e a apresentação no espaço de 15 dias de propostas de alteração ao código de trabalho que acomodam a citada “Agenda do Trabalho Digno”. 

Em resposta, o que nos foi dito é que relativamente à questão colocada, a prática de sempre é enviar ao CN todos os documentos em discussão com as apreciações da comissão executiva. Este grupo de conselheiros não aceita ficar de fora de toda e qualquer discussão, opinar, intervir em todas as matérias de relevância para a vida dos trabalhadores, e para que isto possa acontecer deve ser dado conhecimento prévio dos documentos para discussão sem que essa possa ser limitada por um qualquer parecer.

A falta de democracia tem aumentado, desde o XIV Congresso a 14 de Fevereiro de 2020, não havendo respeito pela diferença de opinião e pensamento.Esta situação criada pela maioria ligada ao PCP, põe em causa a democracia interna, a  representatividade de todos os trabalhadores e suas diferenças, posição que consideramos inaceitável.Assim como fizemos anteriormente,  e por respeito aos trabalhadores que representamos, voltamos a abandonar  a reunião do conselho nacional por não podermos pactuar com esta falha democrática.Esta situação vivida na CGTP pode pôr em causa a unidade e defesa dos direitos dos trabalhadores, algo que preservamos em nome dos mesmos.

Sabemos hoje que os trabalhadores sofrem nos locais de trabalho os maiores atropelos à sua dignidade laboral pondo em causa a sua subsistência e das suas famílias, por todas estas razões é urgente uma CGTP-IN plural, participativa e inclusiva.

Paulo Gonçalves

Nelson Silva

Pedro Ramos

João Pedro

Paulo Ricardo

PROPOSTA DE RESOLUÇÃO CN CGTP-IN 9 Set. 2021

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