Histórias d’África – Espanha deve vender-se como país seguro e exigir PCR’s negativos à entrada

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Veja a intervenção do médico César Carballo em “Espejo Publico” da Antena3

Espanha não deveria vender uma imagem de otimismo ao exterior em relação à sua campanha de Verão”, afirma o médico César Carballo, esclarecendo que “não temos que vender que se relaxam medidas, mas sim que este é um país seguro“. César Carballo, director-adjunto do Serviço de Urgências do hospital Universitário Ramón y Cajal, no bairro madrileno de Valverde, um dos muitos críticos à gestão da pandemia do governo de Espanha, é peremptório: “Espanha deve ser uma fortaleza e continuar a exigir testes negativos PCR”…

Naturalmente estas medidas devem determinar-se para passageiros vindos do exterior e aos cidadãos que se movimentem entre a Península e as comunidades autónomas das Baleares, Canárias e as cidades de Ceuta e Melilla.

O final do estado de Alarma e a ausência de legislação específica que permita aos governos das Comunidades Autónomas decidir por confinamentos, horários para recolher obrigatório ou outras medidas que condicionam as liberdades individuais explanadas na Constituição do País, sem a necessidade de recorrer para os Tribunais Superiores autonómicos e com recurso ao Supremo Tribunal, merecem imensas criticas dos profissionais de saúde espanhóis sejam médicos, enfermeiros auxiliares e administrativos, esgotados de compartilhar dezenas de milhares de dramas nos últimos 16 meses, num momento em que se dão todas as liberdades a passageiros estrangeiros originários de 10 países, supostamente com sinal verde no que concerne à pandemia, mas que uma rápida investigação nos remete a enormes preocupações como os casos da Tailândia e do Ruanda.

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Vejamos na Tailândia: Desde o passado dia 14 de Abril incrementa-se uma vaga de contágios até então não registada. Ontem, dia 26 de Maio as cifras atingiram 2.455 novos casos de contágios, mantendo-se uma média de 3.000 infectados nos últimos 7 dias. Os números podem confrontar-se com uma realidade populacional de 69,6 milhões de habitantes, mas não deixa de ser relevante questionar a saúde pública principalmente nos vizinhos Myanmar, Laos, Vietnam e Camboja, bem como as eventuais transmissões comunitárias com movimentos de cidadãos da União Indiana, analise-se o movimento das operações aéreas em Flightradar24www.flightradar24.com

Por outro lado, até ao passado Domingo, apenas se encontravam vacinados com pauta completa 1,4% da população, 969.100 pessoas e com uma dose 1.941.565, ou seja 2,8% dos residentes no país. Manifestamente pouco para se arriscar abrir fronteiras em modo livre.

À data de ontem – 26 de maio – 8.130.648 cidadãos residentes em Espanha estavam vacinados com pauta completa, enquanto com uma só dose, 16.709.939 pessoas. Estes números significam que chegamos a 27 de maio com apenas 17,1% da população em Espanha imunizados, enquanto se regista 35,2% dos habitantes injectados com uma só dose. Estamos longe dos objectivos anunciados pelo governo central.

A bonança só pode chegar com a imunização superior aos 70% da população e isto em virtude do aparecimento de variantes mais severas e de contágio rápido do vírus SARS-CoV-2.

As comunidades médicas e científicas anunciam que o ideal é atingir o mais rapidamente possível os 80% e considerar vacinar as franjas de população mais nova, entre os 16 e os 30 anos, a faixa etária protagonista de maiores liberdades, mais frequentadores de espaços de diversão – dos lugares de ócio como dizem os espanhóis –, agora que terminou o Estado de Alarme e que se tornarão nos maiores emissores dos contágios comunitários intrafamiliares ou entre borbulhas sociais de convivência.

Por outro lado, sabe-se que a maioria dos que foram vacinados com as duas doses das inoculas da Pfizer e da Moderna terão de levar uma terceira dose ainda esta ano, porque segundo as farmacêuticas isso deverá acontecer entre os 6 e os 9 meses após a 1ª ou a 2ª dose, como medida de reforço à garntia de imunização.

https://www.antena3.com/programas/espejo-publico/noticias/cesar-carballo-advierte-campana-verano-espana-debe-ser-fortin-seguiria-exigiendo-pcr_2021052560acb517c4a91b0001a7bff0.html?so=so%3Asour-twitter%3Acn-espejopublico

– por José Maria Pignatelli (Texto não está escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico)

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