Histórias d’África – Nas Canárias, o vírus só é perigoso para alguns e em certas horas do dia

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Nas ilhas Canárias só se encontram completamente vacinados 70.733 cidadãos numa comunidade de 2,180 milhões de habitantes, ou seja 3,24% dos residentes. E prevalece a inaptidão de quem governa: Agora o SARS-CoV-2 passa a sair à rua uma hora mais cedo: O recolher obrigatório antecipa-se das 23 para as 22 horas e termina pelas 6 da manhã. Felizmente, o vírus insiste em não querer nada connosco durante o dia. Mas se esta incoerência não bastasse, assistimos a outra estupidez das governações politicas: que só nos devem preocupar e envergonhar a todos e a fazer antever mais um Verão com quase nenhuns turistas: A partir de hoje e até ao próximo dia 25, quinta-feira apenas são permitidas viagens entre as ilhas, por via marítima, a bordo dos ferries, para estrangeiros e sem a obrigação da apresentarem qualquer teste PCR ou antígeno negativo. Para os residentes apenas em casos excepcionais. Já na Semana Santa, entre 26 de Março e 9 de Abril será preciso mostrar testes negativos ao SARS-CoV-2. Mas estas medidas não se aplicam a quem queira viajar entre Lanzarote e a pequena ilha da Graciosa.

Absurdo mantém-se, mesmo com um novo crescimento no número de contágios e mortos em Espanha: Final de semana fatal que antevê que no continente os números vão aumentar e acompanhar o crescimento que se regista na maior parte dos países Membros da União. Os últimos registos revelam 16.471 novos infectados e mais 633 falecidos a lamentar. Pior: dos contágios sequenciados percebe-se que entre 65 e 80% são com a variante britânica que é pelo menos mais viral.

Agora e na Semana Santa, os turistas podem movimentar-se à vontade entre as ilhas do arquipélago das Canárias, bastando demonstrar que tem reservas em instalações hoteleiras (em estabelecimento turístico de alojamento inscrito no Registro General turístico da Comunidade Autónoma) e para os residentes apenas em casos muito especiais quase todos por motivos profissionais e devidamente identificados num formulário.

Para a Semana Santa, entre 26 de março e 9 de Abril mantém-se o critério – SIM aos turistas estrangeiros; Não aos turistas espanhóis ou residentes em Espanha -, mas desta vez todos têm de apresentar prova negativa de SARS-CoV-2.

Para o caso dos Canários que se tiverem de movimentar, os PCR ou testes antígenos são gratuitos.

Tudo bem perceptível nos sites do armador Freed Olsenhttps://www.fredolsen.es/es – como do armador Armaswww.navieraarmas.com … E a curiosidade permitirá ver e perceber a grandeza e a modernidade destas empresas e calcular os tremendos prejuízos provocados pela pandemia do SARS-CoV-2. Aliás, esta é uma área tal como os cruzeiros de importância decisiva no sector do turismo de que poucos se interessam em questionar sobre as consequências da adversidade nos domínios sociais e económicos.

Os hoteleiros temem que o arquipélago passe um segundo Verão com os hotéis fechados ou a meia lotação, sendo certo que pelo menos há 100 unidades que se encontram à venda deverão permanecer fechadas. Ninguém acredita que as Canárias consigam tornar-se num território Covid Zero à semelhança da Coreia do Sul, Taiwan, Singapura, Austrália ou Nova Zelândia, por falta de coragem da governança assumir investimentos para medidas coerentes globais como testar através de antígenos de modo massivo, as populações e os turistas. Salvar o turismo no próximo Verão impõe declarar-se o arquipélago como território completamente seguro, sem casos e mortos. Nas últimas 24 horas, ocorreram mais 190 novos infectados e mais quatro falecidos, mantendo-se 382 hospitalizados contra 327 altas médicas.

O Coronavirus Vaccine Tracker da Bloomberg, revela-nos o miserabilismo das campanhas de vacinação nos países da União Europeia na semana passada, onde se haviam administrado 8 doses por cada 100 pessoas, contra 33 do Reino Unido e 25 dos Estados Unidos. Já o Chile conseguia vacinar 43 cidadãos por cada 100 e já imunizou toda a população de risco, 28% dos 19,1 milhões de habitantes e prepara-se para concluir o plano de vacinação em Julho. É o país de maior sucesso a seguir a Israel.

Mas as incoerências das autoridades espanholas e europeias, em geral, precipitará novo momento – diria prolongamento – de angústia à indústria do turismo e a todas as actividades sociais e económicas que dependem ou sustentam o sector durante o próximo Verão. Isto mesmo com os anúncios de que haverá 70% de europeus imunizados em Julho.

Ora por enquanto estamos na fase das probabilidades… Basta visitar o Coronavirus Vaccine Tracker da Bloomberg, que nos revela o miserabilismo das campanhas de vacinação nos países da União Europeia na semana passada, onde se haviam administrado 8 doses por cada 100 pessoas, contra 33 do Reino Unido e 25 dos Estados Unidos.

Na semana passada, os países da União Europeia administraram apenas 8 doses de vacinas anti SARS-CoV-2 por cada 100 pessoas, contra 33 do Reino Unido e 25 dos Estados Unidos. Já o Chile conseguia vacinar 43 cidadãos por cada 100 e já imunizou toda a população de risco, 28% dos 19,1 milhões de habitantes e prepara-se para concluir o plano de vacinação em Julho. É o país de maior sucesso a seguir a Israel

Já o Chile conseguia vacinar 43 cidadãos por cada 100 e já conseguiu imunizar 28% da população, ou pouco mais de 5 milhões de pessoas, ou seja toda a população de risco. E já foram administradas duas doses a outros 13% da população de menor risco. O governo chileno – que iniciou o plano nacional de vacinação no passado dia 24 de Dezembro – quer ter a totalidade da população imunizada no final do próximo mês de Junho.

O sucesso do Chile deve-se à opção em ter negociado a compra de vacinas em durante o primeiro semestre de 2020, mesmo antes da conclusão dos ensaios. Naquele país sulamericano vacina-se com a CoronaVac (única vacina que testou positivamente em crianças e adolescentes entre os 3 e os 18 anos), Pfizer e AstraZeneca/Oxford.

A virulência das novas estirpes levanta as vozes das comunidades dos profissionais de saúde e cientificas que sugerem maior percentagem de vacinados para realmente se conseguir o efeito de rebanho, pelo menos na ordem dos 80% do global dos cidadãos maiores de idade. E pede-se urgência em vacinar transplantados pulmonares. Há resultados com a variante sul-africana e são inquietantes, já que a capacidade de neutralizar os anticorpos diminui.

Por outro lado, a virulência das novas estirpes fazem levantar as vozes das comunidades dos profissionais de saúde e cientificas no domínio da investigação, da imunologia, virologia e biotecnologia que sugerem maior percentagem de vacinados para realmente se conseguir o efeito de rebanho. Pede-se 80% das populações maiores de idade e rapidamente todos os transplantados já em processo de recuperação fora dos ambulatórios e em particular os transplantados pulmonares.

Persistem as incertezas e desconfianças dos cidadãos:

  • Como é possível que só em Janeiro e Fevereiro tenham chegado a Madrid por via aérea 60 mil franceses onde o controlo anti-SARS-CoV-2 se faz de modo aleatório? E isto sabendo-se do número de novos contágios exponenciais registados diariamente em França e percebendo-se que estes turistas são maioritariamente jovens que entraram em Espanha à procura de diversão e que pouco ou nada acrescentaram à hotelaria ficando-se pelos alugueres de apartamentos turísticos.
  • Como poderemos entender e travar a ousadia dos milhares que todos os finais-de-semana, em várias cidades de Espanha, saltam as medidas de confinamento, promovendo e participando em festas ilegais anunciadas nas redes sociais e nos famosos mas proibidos ‘botellones’? Só em Madrid neste fim-de-semana na chamada ‘Ponte de São José’ foram detectadas 474 festas ilegais de que resultaram 65 detenções e 1.500 multas.
  • Como se planteiam os lideres ocidentais em estabelecer a confiança entre os cidadãos evitando o crescendo de manifestações anti restrições e de desobediência da nova ordem pública? Sim o eterno debate em torno da nova ordem pública, tão discutível do ponto de vista constitucional e dos direitos dos cidadãos, mesmo considerando-se o momento em que é determinante proteger a saúde pública.

Como se aceita que um governo social-comunista só com a presidência do governo e mais dois ministérios gaste 23,1 milhões de euros anuais com 609 assessores? Como é possível admitirmos que numa ilha como a Madeira se encontrem 21 hotéis à venda e no arquipélago das Canárias esse número ultrapasse as 100 unidades hoteleiras? Porque existem territórios tão maiores com politicas de Covid Zero bem-sucedidas.

O governo social-comunista de Espanha só com a presidência do governo e mais dois ministérios gaste 23,1 milhões de euros anuais com 609 assessores. Só Pedro Sánchez tem 422 assessores que custam 15,2 milhões de euros, um recorde de sempre

As notícias de todos os dias fazem-me corroborar duas afirmações que li no jornal i. A primeira, de Manuel Pinto Coelho, médico de 72 anos: “Quando as pessoas tinham uma vida mais ao ar livre, não havia tanto cancro, tantas doenças autoimunes”… A segunda do mágico Nuno André, também teólogo, que não hesita em dizer que “parece que gostamos e não nos importamos de ser uma cambada de ordinários”. São duas entre muitas declarações que assentam perfeitamente ao momento que meio Mundo insiste viver, particularmente a Europa que continua sem qualquer comando e ideias comuns. A maior preocupação da União Europeia é aumentar a subsidiodependência, desta vez admitindo a liberdade – ou meia tolerância – em gastar o que se tiver de gastar. O final será garantidamente triste para centenas de milhões de europeus que já se encontram a pagar a crise de modo profundamente injusto.

Vejamos:

  • Como é possível admitirmos que numa ilha como a Madeira se encontrem 21 hotéis à venda e no arquipélago das Canárias esse número ultrapasse as 100 unidades hoteleiras?
  • E como é possível que as Canárias sejam a comunidade autónoma em que mais peso tem os gastos que não aparecem orçamentados: 17 milhões de euros em pagamentos opacos, noticia o ‘El Dia’?
  • Como se resolverá um desemprego que só na ilha de Tenerife atinge as 122.000 pessoas a que teremos de somar alguns milhares de trabalhadores em eRTE e outros, também muitos, a receber o Subsídio Vital e outras subvenções dadas pelo governo da ilha (Cabildo) e dos municípios?
  • Como se aceita que um governo social-comunista só com a presidência do governo e mais dois ministérios gaste 23,1 milhões de euros anuais com 609 assessores? Precisamente, 422 assessores que custam 15,2 milhões de euros na Presidência do Governo a aconselhar Pedro Sánchez; já o comunista Pablo Iglesias, vice-presidente segundo que se prepara para abandonar o governo, precisa do apoio de 25 assessores que custam anualmente 1,2 milhões e, extraordinário é também o número de assessores contratados pelo ministério da Política Territorial e Função Pública num total de 162 conselheiros que custam 6,7 milhões de euros.

Mas vejamos a saúde muda de ministro, mas mantém-se a incredulidade: Carolina Darias San Sebastián é a ministra da saúde do governo de Espanha que substituiu Salvador Illha, em 27 de janeiro deste ano, porque foi ser candidato socialista na Comunidade da Catalunha. Carolina Darias – que tem 55 anos e nasceu em Las Palmas, capital da Gran Canária – é licenciada em Direito e resgatada para a política, desde 1999 ao corpo de Administração-Geral da Administração Pública da Comunidade Autónoma das Canárias. É mais uma governante que nunca acrescentou nada ao tecido económico e social de Espanha, ou seja nunca teve nenhum trabalho sério que lhe permita conhecer a vida e tão pouco alguma coisa relacionada com saúde à dimensão que se impõe a uma ministra de um país grande. Basta ver o resumo do seu curriculum que se encontra publicado na Internet que transcrevo em baixo, em castellano, sem arriscar qualquer tradução… Limpo como se conhece.

Vale na circunstância que o Sistema Nacional de Saúde não depende desta ministra nem tão-só do ministério. Talvez por isso está entre os melhores do Mundo. Poderão perguntar então o que faz o Ministério da Saúde de Espanha? Em resumo, tem três competências o âmbito da saúde:

Relações internacionais, supervisão – para que todos percebam, um pouco ao jeito do que faz o Banco de Portugal relativamente às instituições bancárias -, e as compras e decisões sobre o SNS espanhol nas cidades (autónomas) de Melilla e Ceuta, enclaves no território de Marrocos.

Mas para perceberem do que se menciona deixo a prometida relação curricular mais importante da Sra. Ministra, mais um parafuso no grau de inabilidade de um governo social comunista que se mantém alheado das preocupações dos cidadãos num momento de incredibilidade por causa de uma epidemia internacional de um vírus que não nos deixa em paz há mais de uma ano; num tempo de desemprego, de pobreza crescente de economia decrescente num país enorme em património, cultura, ensino, investigação, ciência e criatividade – também gigante na riqueza dos bens com reconhecimento internacional e no desporto – que treme desnecessariamente, porque não existe um guião de confiança que permita ver-se luz ao final do túnel… De um governo cuja agenda foi debater e ou aprovar o escandaloso aumento de impostos na Lei do Orçamento de Estado (o único país Membro da União a fazê-lo), Lei da Eutanásia, Lei Transsexual, legislação para o ensino público para o qual não há infraestruturas que cheguem para os alunos em geral e com necessidades especiais em particular;

Os cargos desempenhados por Carolina Darias:

Concejala del Ayuntamiento de Las Palmas de Gran Canaria (1999-2004).

Subdelegada del Gobierno en Las Palmas (2004-2008).

Delegada del Gobierno en las Islas Canarias (2008-2011).

Consejera del Cabildo Insular de Gran Canaria (2011-2015).

Portavoz del Grupo Socialista en el Cabildo Insular de Gran Canaria (2011-2015).

Diputada por Gran Canaria en el Parlamento de Canarias (2015-2019).

Presidenta del Parlamento de Canarias (2015-2019).

Consejera de Economía, Conocimiento y Empleo del Gobierno de Canarias (2019-2020).

Ministra de Política Territorial y Función Pública (2020-2021).

Ministra de Sanidad (2021-actualidad).

– por José Maria Pignatelli (Texto não está escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico)

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