Histórias d’África – Perigo! Políticos europeus jogam vida dos cidadãos

PUB

Antevia-se guerra com as vacinas imunizadoras do SARS-CoV-2. E protagonizada pelas lideranças políticas. Todas as vacinas avançam Causas e Efeitos adversos e amigos. Não há execepções desde que sucedeu a primeira experiência, em 1796, com aquela que entraria na história como vacina da Varíola de Edward Jenner. Com as estreantes inoculas anti-SARS-CoV-2 acontece o mesmo: Há registo de efeitos adversos com todas. No âmbito das suspeitas encontram-se três lotes da vacina da AstraZeneca que estarão na origem de 30 casos de trombo-embolismos em 9,7 milhões de doses administradas no Reino Unido e pelo menos uma morte em Espanha. Contudo, conseguimos obter informação pública de que a vacina da Pfizer já será responsável por 227 mortes em todo o Mundo. Fica-se com a impressão de um julgamento político contra o que é semipúblico, mais barato e de se tratar de um amuo europeu contra o Brexit.

Vacinar! Vacinar! Vacinar!”– é o slogan das comunidades médicas e científicas europeias e corroborado pela Agência Europeia do Medicamento seja qual for a origem da vacina.

É a sentença para o Mundo global a Ocidente: Vejamos o recorde batido ontem, 17 de Março, no Brasil, com 90.303 novos contágios. Em Espanha voltou a ‘cair mais um avião sem sobreviventes’: 228 falecidos nas últimas 24 horas de que há registos.

As suspensões da vacinação com a AstraZeneca, declaradas em pelo menos 16 países Membros da União Europeia, são fruto de decisões da exclusiva responsabilidade das governações políticas e não por conselho dos especialistas médicos e científicos. Antes pelo contrário: Considera-se uma decisão demasiado perigosa principalmente para quem entra no período da vacinação com a segunda dose. Só em Espanha perspectiva-se que mais de 500 mil cidadãos ‘saltem’ a data adequada para a administração da segunda dose, o que será um fatalismo e uma irresponsabilidade política de pessoas sem qualquer formação técnica e intelectual para tomarem estas decisões que apenas encerram a propagação do medo… E só em Espanha, desde Janeiro, mais de 45 mil pessoas não se vacinaram no seu tempo, por não responderem à chamada ou refugiaram-se no temor – uma espécie de nova epidemia -, pela falta de informação e contrainformação.

Mais de 2 milhões de cidadãos europeus poderão ‘saltar’ a data da segunda dose da AstraZeneca por causa da suspensão, o que se revelará um fatalismo e uma irresponsabilidade política dos decisores que não têm nenhuma formação técnica e intelectual neste domínio e que apenas encerram a propagação do medo.

Pasme-se: O director da AIFA – Agência de Itália para os Fármacos -, Nicola Magrini, admitiu na terça-feira (16 de Março) que a suspensão da administração da vacina da AstraZeneca foi “política” e se deveu em parte “a um efeito de bola de neve”. Em entrevista ao ‘La Repubblica’, Magrini garante que “foi uma escolha política“, referindo que “tenho a certeza que a vacina da AstraZeneca é segura“, para quem “a relação risco-benefício é amplamente positiva“.

Entretanto, médicos europeus apelam à tranquilidade e reportarem à história já secular da vacinação… E para que se aguarde pela informação que será transmitida hoje, oficialmente, pela Agência Europeu do Medicamento.

As suspeitas encontram-se três lotes da vacina da AstraZeneca que estarão na origem de 30 casos de trombo-embolismos, após 9,7 milhões de doses administradas no Reino Unido e pelo menos uma morte em Espanha, onde também se registam outros 38 acidentes vasculares em cidadãos vacinados com as duas doses. Só em Espanha, nas últimas semanas, foram ministradas diariamente entre 30 a 40.000 doses da inocula da AstraZeneca.

vacina Oxford,AstraZeneca
No Reino Unido, foram identificados 38 casos de trombo-embolismos em 11.4 milhões de doses aplicadas da vacina da Pfizer, número ligeiramente superior aos 30 casos em 9,7 milhões de doses administradas da AstraZeneca. Ou seja temos o equivalente a 3,34 casos por milhão de pessoas na Pfizer, contra 3,09 na AstraZeneca

Conquanto, conseguimos obter informação pública de que a vacina da Pfizer já será responsável por outros 38 acidentes vasculares em cidadãos vacinados e 227 mortes em todo o Mundo.

Rebelião da União Europeia versus falta de transparência quer nos contratos quer na revelação dos resultados dos ensaios clínicos de todas as vacinas autorizadas, por se encontrarem sob a égide do segredo comercial. Não se conhecem os períodos de imunização das vacinas, mas sabe-se que são seguras e que são supervisionadas. Em contra ciclo, o Canadá autorizou, a 16 de Março, vacinar maiores de 65 anos com a AstraZeneca. Devemos fazer fé em Simon Clarke, da Universidade de Reading, que admite todos saberem que a maior percentagem de coágulos no sangue sucederia na população jovem, precisamente a quem não se administra a vacina.

O amuo europeu com o Brexit vai custar vidas europeias“, afirmou Anthony Browne, deputado conservador, adiantando que “os líderes europeus de estarem a ser guiados pela política, não pela ciência”.

As autoridades do Reino Unido, no núcleo administrativo de Whitehall não têm dúvidas que se pretende descredibilizar a farmacêutica anglo-sueca, favorecendo quem produz as vacinas de mensageiro de RnA, ainda que se possa admitir que os ensaios clínicos da vacina da AstraZeneca sejam mais difíceis de interpretar que os publicados pelas farmacêuticas Pfizer e Moderna.

Mas há factos que nos suscitam reflexões:

  • As motivações mais políticas que científicas estarão directamente relacionadas com o facto do Reino Unido ter recebido maior número de doses produzida pela empresa anglo-sueca, contra as supostas promessas realizadas em acordo com os responsáveis em Bruxelas.
  • Os exageros dos alemães que no início da semana anunciavam estar a avaliar efeitos colaterais – imagine-se – que sucedem em 1 por cada 7 vacinados com AstraZeneca.
  • Javier Ruiz Pérez – jornalista e relator em canais da Mediaset España – revelou o modo em que se tornaram públicos os contratos com as farmacêuticas particularmente o relativo à AstraZeneca – que sucedeu perante a exigência de alguns deputados europeus – e nenhum se apresentava completo: folhas com rasgões e as linhas de texto, parcialmente ou quase na totalidade riscadas a negro. O jornalista espanhol questionou como se poderia saber quais são as entregas e os prazos e em que termos se comprometeram as farmacêuticas com a União Europeia, muito preocupada já com os atrasos na produção das vacinas da Pfizer e da Moderna?

Mas Javier Ruiz explicou que um periódico alemão utilizando um programa informático do Adobe conseguiu vislumbrar o que estava encoberto: Por exemplo no caso da vacina da alemã CureVac tentava-se evitar que os europeus soubessem o preço real da vacina ou a quantidade de frascos que se vão entregar a cada país. Passou-se precisamente o mesmo com o contrato de 14 páginas da AstraZeneca…

O jornalista espanhol revelou que se “conseguiu saber que a farmacêutica cobrou 870 milhões de euros pelas vacinas” e que apesar de não se ver se detectou que “a AstraZeneca se comprometeu a distribuir 120 milhões de doses de sua vacina por toda a Europa; depois disse que daria 80 milhões e, agora, 30 milhões, significando que só distribuirá a vacina para 3,3% de toda a população da união“.

Ontem, ficou claro que a União Europeia investiu 12,5 mil milhões de euros em vacinas por via de ajudas directas a laboratórios e farmacêuticas e como pagamento de doses. A AstraZeneca comprometeu-se a produzir no total 400 milhões de doses destinadas aos países europeus, enquanto a Moderna assumiu o fabrico de 150 milhões. Já o governo de Espanha espera receber mais 5 milhões de doses da vacina da Pfizer no mês de Abril.

Os efeitos adversos ocorridos nos países da União Europeia até 17 de Março, registados pela Agência Europeia do Medicamento, são transversais a todas as farmacêuticas. Não deixa de ser interessante verificar que as preocupações concentram-se todas na anglo-sueca AstraZeneca.

AstraZeneca – Oxford (aprovada na UE em 29-01-2021)

  • 8,7 Milhões de doses administradas na UE/EEA.
  • Efeitos adversos reportados em países da UE: 54.571 casos.

Pfizer-Biontech (aprovada na EU em 21-12-2020)

  • 40 Milhões de doses administradas na EU/EEA.
  • Efeitos adversos reportados em países da EU (até 13 de Março): 102.100 casos.

Moderna (aprovada na EU em 06-01-2021)

  • 2,5 Milhões de doses administradas na EU/EEA.
  • Efeitos adversos reportados em países da EU: 5.939 casos.

– por José Maria Pignatelli (Texto não está escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico)

PUB IMDENTALCARE