Histórias d’África – Saiba que os profissionais de saúde reclamam por testes antígenos a realizar nas farmácias.

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Saiba que os profissionais de saúde reclamam por testes antígenos a realizar nas farmácias. É a melhor forma de controlar os contágios nos próximos meses, ou seja em todo o tempo em que a vacinação não seja efectiva em termos globais. Em Portugal, 2020 já regista mais óbitos desde 1949: 114.697 até dia 10 de Dezembro último.

Passamos uma semana uma negra: Bateram-se todos os recordes de contágios e mortos por infecções de SARS-CoV-2, directa ou indirectamente. Dias 9, 10 e 11, entre os países a Ocidente onde se anunciam estatísticas fidedignas, registaram-se 1,929 milhões de contágios e quase 35.000 mortos (34.789 falecimentos notificados pelos serviços de saúde públicos). A proximidade das festas de Natal e de fim de ano, com medidas restritivas mais aliviadas em algumas partes do globo, colocam os profissionais sanitários e as comunidades científicas do Mundo judaico-cristão em alerta máximo para picos futuros do número de contágios. Há dezenas de profissionais de saúde que advertem que as contaminações serão ainda potencialmente maiores e mais mortíferas dos que sucederam até agora. Também há líderes políticos que manifestam maior preocupação, mas não são todos porque é politicamente incorrecto e impopular radicalizar as medidas restritivas sejam elas mais ou menos acertadas.

Vejamos o desfecho das liberdades permitidas nos Estados Unidos da América no Dia de Acção de Graças do passado 26 de Novembro, precisamente uma comemoração que foi anunciada como servindo de barómetro para os festejos de natal no Mundo Judaico-cristão. Uma semana depois, 2 de Dezembro tornou-se num dos dias mais tristes da história da pandemia naquele país: Registaram-se mais 199.988 novas infecções, das quais 100.000 hospitalizações, e tristemente 2.885 falecidos.


Na edição de hoje, o jornal El Pais faz eco das restrições mais severas já anunciadas pelo Reino Unido, França, Alemanha e Holanda. Em Espanha na maioria das Comunidades Autónomas o recolher obrigatório faz-se apenas entre as 23:00 e as 06:00, mantendo-se a previsão de dar mais 2 horas e meia de tolerância nas noites de Natal, passagem de ano e Noite de Reis que assinala a festa pagã

É impressionante ouvir e ver sanitários com cargos directivos nos maiores hospitais de Espanha e epidemiologistas, visivelmente emocionados, alertarem para a possibilidade da Europa entrar numa terceira fase da pandemia ainda durante a segunda vaga que ora diminui, ora aumenta, mantendo intactas as incertezas dos cidadãos mais responsáveis relativamente ao SARS-CoV-2.

Reclamam por testes antígenos a realizar nas farmácias como forma de controlar os contágios nos próximos meses, por todo o período em que a vacinação não seja efectiva em termos globais. E advertem que isso nunca acontecerá antes do final da Primavera na melhor das expectativas.

Os poderes políticos insistem em anunciar programas de vacinação com data marcada, já a partir dos dias 4 ou 5 de Janeiro no pressuposto – saiba-se lá por que razão – de que a Agência Europeia do medicamento aprovem até ao dia 29 de de Dezembro, as vacinas da Pfizer e BioNTech, ou seja que se possam distribuir e utilizar todas as doses já produzidas.

É bom alimentar esperanças aos cidadãos, mesmo que se saiba que se está certamente a faltar à verdade. Um exemplo: Amós García Rojas, chefe da Secção de Epidemiologia e Prevenção da Direcção Geral da Saúde Pública do Governo das Canárias, tal como os seus homólogos em outras paragens, também vai contra o senso comum: Anuncia que a primeira vacina a chegar às ilhas é a da Pfizer – precisamente a que terá de se manter a 80º negativos – e a campanha de vacinação deverá começar na segunda quinzena de Janeiro, sendo a vacinação realizada nos centros de saúde primária e nos hospitais.

Saiba que

A situação no arquipélago das Canárias piorou: Na sexta-feira, acendeu-se o semáforo amarelo. Os infectados aumentaram em 13% e o número de mortos ultrapassou os quatro em menos de 24 horas. Segunda-feira, registaram-se mais 7 mortos, seis dos quais em Tenerife e um outro na Gran Canária. Nestas duas ilhas os falecidos elevam-se para 343 desde o início da pandemia. O número de contágios mantém-se mais alto: 111 em Tenerife, 33 na Gran Canária, sendo mais residual nas restantes ilhas e, por exemplo não se regista qualquer caso novo em El Hierro. Ou seja, no arquipélago já se registaram um total de 23.571 contágios, mais de metade nesta segunda vaga da pandemia. Ainda que as estatísticas sejam pouco relevantes perante o número de residentes, Há perguntas que merecem resposta:

Qual é a justificação para o aumento do número de infectados?

Porque se mantém a teimosia em não controlar devidamente quem entra nas ilhas?

Como é que houve migrantes que testaram negativo (em PCR) e que após a transferência para o território peninsular acusaram positivo em novo teste PCR?

Os passageiros originários dos aeroportos alemães não são autorizados a embarcar sem teste PCR negativo efectuado num prazo de 72 horas anteriores aos voos. E o Reino Unido volta a decretar quarentena, agora de 10 dias, para todos os procedentes das Canárias. Péssima notícia para a indústria do turismo que esperava conseguir 30% das receitas habituais nesta época alta, com a chegada de cerca de 5 milhões de turistas.
Como se garante que os cidadãos que entram nas ilhas sem teste negativo, não são transmissores no tal prazo de 72 horas dado pelas autoridades aeroportuárias?

Saiba que

O alarme maior é o modus operandi na recepção de passageiros nos aeroportos. Mais uma vez somos surpreendidos pela inabilidade de quem manda: Os passageiros que chegam sem teste PCR realizado até 72 horas anteriores à viagem, recebem um documento para fazer o respectiva prova num prazo também de 72 horas, exame gratuito para os residentes e que deverá ser realizado nos serviços públicos de saúde.

Ora impõe-se uma nova pergunta:

Como se garante que os cidadãos que entram nas ilhas sem teste negativo, não são transmissores no tal prazo de 72 horas dado pelas autoridades aeroportuárias?

Por exemplo, também é possível avalizar que os mais de 600 hóspedes que chegaram ao Hotel Bahia Principe Fantaia – com 372 quartos – testaram negativo? E na eventualidade de algum deles ter recebido notificação será que realmente se submeteu ao PCR?

Seguramente não haverá resposta digna à primeira pergunta: Obviamente um passageiro que tenha entrado nas canárias positivo, mesmo que seja assintomático, promoveu alguns contágios. É precisamente aqui que reside a inaptidão dos políticos quase todos iguais a Ocidente, sem experiência de vida no mundo do trabalho, coisa que raramente fizeram após o percurso académico, muitas vezes também uma passagem da vida pouco brilhante…

A carreira política não se faz pela meritocracia, nem esse paradigma é utilizado para a escolha de quem rodeia e assessoria os eleitos que se encontram no poder.

Ainda no campo das más notícias o Governo Central mantém braço-de-ferro com os governos de algumas Comunidades Autónomas, na posição irredutível em não autorizar as verificações por exames antígenos – as provas rápidas – mesmo as da saliva que tudo aponta são os testes mais fiáveis, defendendo intransigentemente os PCR, muito mais caros, mais difíceis de realizar em maior número e a necessitarem de mais tempo para obtenção de resultados. Neste âmbito uma nota curiosa: Três passageiros procedentes da Alemanha confirmaram-nos terem realizado os PCR por 30 euros, enquanto no Reino Unido ou em Espanha, os preços variam entre os 130 e os 150 euros.

Entretanto, o Reino Unido volta a decretar quarentena, agora de 10 dias, para todos os procedentes das Canárias. Uma péssima notícia para o sector do turismo que esperava conseguir 30% das receitas habituais nesta época alta, com a chegada de cerca de 5 milhões de turistas.

Já uma boa notícia é que os passageiros originários dos aeroportos alemães não são autorizados a embarcar sem teste PCR negativo efectuado num prazo de 72 horas anteriores como máximo. Isto sucede independentemente do voo ser ou não em companhia low cost.

Saiba que

Espanha é um dos países europeus onde se estará a iniciar o período de “Fadiga Pandémica”. E que se estará a estender a outros países da civilização judaico-cristã que não estão preparados para esta tremenda crise. O Mundo esquecesse-se progressivamente dos efeitos da Segunda Grande Guerra que aconteceu entre 1 de Setembro de 1939 e 2 de Setembro de 1945. Lamentavelmente trata-se de um tema que já está fora dos Critérios Curriculares do ensino secundário da maioria dos países a Ocidentais.

Espanha é um dos países europeus onde se estará a iniciar o fenómeno “Fadiga Pandémica” que se revela como uma desmotivação gradual dos cidadãos na hora de seguir as medidas de protecção contra o SARS-CoV-2. É psicológica e estende-se a outros países da civilização judaico-cristã que não estão preparados para esta tremenda crise. O Mundo esquecesse-se progressivamente dos efeitos da Segunda Grande Guerra que terminou apenas há 75 anos. Lamentavelmente é tema que está fora dos Critérios Curriculares do ensino secundário da maioria dos países a Ocidentais.

A “Fadiga Pandémica” é particularmente psicológica e revela-se como uma desmotivação gradual dos cidadãos – mesmo entre os mais cumpridores e obedientes – na hora de seguir as medidas de protecção contra o SARS-CoV-2. Este alerta é divulgado no último estudo Cosmo-Spain, do Instituto de Saúde Carlos III de Espanha. As comunidades de profissionais de saúde apercebem-se de que os cidadãos estão a diminuir ligeiramente as recomendações básicas como guardar o distanciamento de segurança social e as estritamente higiénicas como o lavar das mãos, evitar tocar nos olhos depois de mexer nas máscaras ou levar alimentos à boca, precisamente antes de lavar as mãos. Também de ter cuidados excepcionais de distanciamento social quando emitem mais aerossóis, ou seja quando fumam ou espirram.

Mas há outros pequenos detalhes que apenas são falados pelos médicos e enfermeiros: Descarregar o autoclismo quando fazemos as necessidades maiores de imediato, pulverizar as sanitas e mantê-las tapadas; não utilizar mictórios e isto por se ter a certeza de que as águas residuais são onde se encontram as maiores cargas virais. Também pulverizar com um desinfectante multiusos as borrachas dos pneumáticos em caso de aparcamento dos veículos em garagens privadas. Fazer o mesmo a algumas embalagens de produtos que se comprem que se encontrem em locais demasiado expostos a multicontactos.

Volto ao meu artigo anteriormente publicado e por uma questão muito simples: Como é possível antecipar a notícia da aprovação das vacinas da Pfizer pela Agência Europeia do Medicamento para dia 29 deste mês de Dezembro?

Já o jornal ABC chama à capa da edição de hoje a decisão dos países europeus em atrasar o início da vacinação por questões de ordem legal que passa pela ainda não aprovação de nenhuma das vacinas pela Agência Europeia do Medicamento perante a ausência da publicação de qualquer relatório técnico científico

Volto a insistir que muitos dos profissionais sanitários mantêm dúvidas relativamente ao método apressado no lançamento das vacinas anti SARS-CoV-2:

-> Primeiro, por desconhecerem resultados concretos das fases de testes – não há mesmo quaisquer relatórios publicados – duvidarem das características das vacinas, da logística da distribuição sobretudo daquelas que terão de ser transportadas e manterem-se a temperaturas negativas e onde e como se vão ministrar… Mas agora também pelos efeitos tão dispares que a vacina da Pfizer ocasiona nos cidadãos já imunizados;

-> Segundo por entenderem que possamos estar perante actos puramente político-económicos que sirvam estritamente para branquear decisões políticas mais imprudentes face à época do ano que se atravessa. – por José Maria Pignatelli


O turismo nas Canárias faz uma verdadeira travessia no deserto: Em plena época alta a imagem é reveladora da ausência de turistas em Tenerife, na Praia de Los Cristianos e las Americas
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